CloudComputing

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

A computação em nuvem ameaça seu emprego em TI?

Pesquisa recente da Cisco mostra que somente 18% dos clientes corporativos de tecnologia da informação (TI) estão usando cloud computing de alguma forma, mas identifica que 88% planeja usar algum recurso de nuvem durante os próximos três anos.
Estudos do tipo tendem para o otimismo, principalmente aqueles pagos por fornecedores de TI. Essa é a razão pela qual há poucos levantamentos a respeito do medo que as equipes de TI têm de perder seus empregos em um mundo baseado em cloud.
Para as perspectivas pessoais dos profissionais, a nuvem surgiu no momento errado: o conceito não gera um mercado de emprego grande e tem o potencial de reduzir o número de vagas. Sem contar que, com a crise, as pessoas se mostraram menos inclinadas a correr riscos, redefinindo seus papéis e suas carreiras.
O mercado de suporte técnico, por exemplo, tende a se dividir em duas áreas, pelo menos para as organizações pequenas: o trabalho de ajudar usuários finais com questões bastante elementares e o trabalho de mais alto nível de manter a infraestrutura rodando. Há também novas tarefas como compra de novos recursos, treinamentos e atividades que acontecem só ocasionalmente nas empresas médias e pequenas.
Se uma organização mudar para uma oferta completa de cloud como o Google Apps for Business, uma parte significante da infraestrutura e das atividades relacionadas são erradicadas. E isso poderia significar demissões. Não há a necessidade de manter um servidor de e-mails ou de arquivos, porque todos os dados são hospedados no Google.
Na perspectiva do desktop, os funcionários não precisam mais supervisionar licenciamento de softwares ou garantir a atualizaçãop regular com patches. No ambiente cloud, o usuário só precisa de um sistema operacional e um browser. Até os PCs de casa podem ser usados para o trabalho, já que não há restrições, não há a necessidade de garantir a atualização e as versões de software do desktop. Menos vagas à vista.
Alguém precisa supervisionar a transição para Google Apps, claro, mas essa é o tipo de atividade realizada apenas uma vez, por consultores externos, que checam desde análise de custo até os treinamentos.
A necessidade dos usuários de usar diversos dispositivos, como laptops, smartphone e tablets, é um ponto capaz de gerar oportunidades. Felizmente, para muitos profissionais de TI, os usuários tendem a necessitar de mais horas de suporte com todos esses hardwares novos na mão. A área de mobilidade, então, revela-se repleta de oportunidades.
Em infraestrutura, a computação em nuvem exige que as configurações de internet estejam sempre em ordem. As redes são essenciais. Pode ser que os profissionais não sejam mais necessários para configurar servidores e editar especificações de e-mail, mas os roteadores e os gateways vão exigir muito trabalho, sem contar que existe a necessidade cada vez maior de configurar conexões redundantes.
A incompetência do usuário também é algo que não é magicamente consertado pela nuvem. Ainda há pessoas que não conseguem logar após rodar aquele arquivo .exe muito suspeito que estava em seu e-mail. Permanece a loucura de ajudar profissionais desesperados porque não conseguem trabalhar.
A nuvem pode até criar novas oportunidades: gestão de backup, por exemplo. Enquanto no modelo antigo as empresas mantinham as informações em casa e o backup online, hoje a situação é oposta. O backup será mantido localmente e precisa ser gerenciado. Até agora, os provedores de serviço mantiveram-se em silêncio quanto a essa necessidade das empresas, mas qualquer líder de TI vai entender quão importante é um plano de contingência. Além do risco de ver a nuvem cair ou enfrentar perda inexplicável de dados.
No curto prazo, o profissional tem de ser esperto e não ignorar a nuvem. Ao contrário, deve se tornar entusiasta da tecnologia e abraçá-la para ter o controle dela. O ideal é ter propostas prontas de soluções para os chefes antes que eles apareçam com suas próprias. Mostrar os desafios que devem ser enfrentados e se apresentar pronto para encarar tudo isso.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Alta capacidade de Processamento em poucos minutos e com alguns centavos. Com Cloud somos capazes de realizar tarefas que seriam impossíveis sem alguns milhares de dólares.

O pesquisador de segurança alemão Thomas Roth encontrou um uso inovador para computação em nuvem: "crackear" (quebrar a proteção) redes sem fio que dependam de chaves pré-compartilhadas, como as encontradas em residências e pequenas empresas.

Para isso, Roth criou um programa executável na plataforma de computação em nuvem Elastic Cloud Computing (EC2), da Amazon, para percorrer 400 mil possíveis senhas por segundo. Embora essa quantidade seja impressionante, ela é possível porque o EC2 permite que unidades de processamento gráfico (GPUs) sejam usadas para tarefas de computação.

Em outras palavras, este método não se destina a roubar a sua senha ou explorar uma falha na tecnologia de sua rede wireless. O software de Roth gera milhões de senhas e testa uma por uma até permitir acesso, utilizando os recursos, teoricamente, infinitos da computação em nuvem.

A aquisição de computadores para por em prática o método do pesquisador custaria dezenas de milhares de dólares, mas, segundo ele, a senha de uma rede Wi-Fi comum poderia ser obtida pelo EC2 e seu software em cerca de seis minutos. Ele provou isso ao hackear redes sem fio de seus vizinhos. O uso dos computadores na EC2 empregados no ataque custa 28 centavos de dólar por minuto, então, descobrir uma senha custaria cerca de 1,68 dólar.

De acordo com Roth, seu intuito é tornar público o software utilizado no processo, e ainda este mês apresentar sua pesquisa na conferência Black Hat, em Washington, Estados Unidos.
É claro, usar o EC2 para tais fins seria contra a política de utilização da Amazon, mas a Reuters citou o porta-voz da empresa, Drew Herdener, dizendo que se a ferramenta de Roth for usada apenas para testes, então ela seria permitida.

De fato, a intenção de Roth é mostrar que a computação sem fio, que depende de um sistema de chave pré-compartilhada (WPA-PSK), é fundamentalmente insegura. O sistema WPA-PSK é usado por usuários domésticos e pequenas empresas, que carecem de recursos para investir em mais segurança.

Como se proteger

Um sistema de chave pré-compartilhada depende que um administrador defina uma senha de até 63 caracteres (ou 64 dígitos hexadecimais). E qualquer pessoa com a senha pode ter acesso.

Tal sistema é reconhecido como seguro, porque o poder de computação necessário para percorrer todas as possibilidades de senhas é enorme. Mas a conclusão de Roth é que este poder já existe hoje, pelo menos para senhas mais fracas.

Sabe-se que até 20 caracteres são suficientes para criar uma senha indecifrável, mas quanto mais caracteres ela tiver, mais forte será. Deve-se notar que, provavelmente, Roth crackeou redes com senhas curtas.
Para aumentar a segurança, usuários deveriam utilizar senhas com uma grande variedade de símbolos, letras e números e alterá-la regularmente – talvez uma vez por mês ou uma vez por semana.
Também, evitar palavras que possam ser encontradas em um dicionário, ou qualquer palavra que seja construída substituindo letras por números, por exemplo, "n1c3"; hackers estão muito à frente de nós neste quesito.

Como o WPA-PSK também é calculado usando o Service Set Identifier (SSID) do roteador sem fio, é bom personalizá-lo e garantir que ele não esteja usando a configuração padrão (geralmente o nome da fabricante). Isso irá protegê-lo contra os chamados ataques "rainbow", que utilizam uma tabela look-up de SSIDs comuns.

http://computerworld.uol.com.br/

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Tempo de recuperação em empresas que usam nuvem é menor

Segundo estudo, empresas de médio porte que migraram para cloud gastam duas horas para reverter problemas graves, ante oito horas daquelas que não usam.

Empresas de médio porte que usam a computação em nuvem para reverter falhas catastróficas voltam a funcionar normalmente quatro vezes mais rápido do que aquelas que não utilizam esse tipo de serviço, atesta estudo promovido pelo Grupo Aberdeen, instituto de pesquisa americano.
Essas companhias não só conseguiram atingir seu tempo de recuperação pretendido (RTOs, na sigla em inglês) com mais frequência do que as que não dispõem de serviços de computação em nuvem, como também melhoraram seus números ano após ano, afirma a o instituto.
Em média, as empresas com computação em nuvem voltam à atividade depois de 2,1 horas de inatividade, ante 8 horas das que não usufruem da tecnologia. Aliás, esse é um dos maiores motivos para elas para pagarem pelo serviço; 66% das organizações entrevistadas alegaram que o tempo menor de recuperação foi um fator decisivo para a contratação. Em segundo lugar ficou a redução de custos, citada por 55% delas.
Segundo o Grupo Aberdeen, há alguns obstáculos que impedem que companhias de médio porte migrem para a computação em nuvem, mas diz que com um planejamento bem feito tais empecilhos podem ser minimizados. São três os passos sugeridos: contratar um serviço de cloud público, desenvolver uma política própria para os dados, e, por fim, testá-la várias vezes quanto à sua eficiência para reverter desastres – 54% das empresas não possuem um programa formal de testes.
Segundo estudo, a computação em nuvem ainda tem muito a crescer. Cerca de 25% das companhias não a usam e 58% pretendem começar a utilizá-la até o fim deste ano.

Fonte : http://computerworld.uol.com.br/

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Tecnologias na Nuvem: talvez o maior desafio da sua carreira

Todo ano, no mês de outubro, o Gartner realiza o seu circuito mundial de simpósios. Começa nos Estados Unidos –é a nossa maior conferência anual, com cerca de oito mil participantes – e segue depois, em edições mais compactas, para França, África do Sul, Austrália, Japão e, a partir deste ano, Brasil. A ideia é apresentar um amplo panorama da tecnologia para apoiar os profissionais de TI que nesse momento estão fazendo seus planejamentos para o próximo ano.
Uma das apresentações mais esperadas nestes eventos é sobre “as 10 tecnologias transformadoras” que na nossa visão irão causar maior impacto nas empresas, nos próximos anos.
O processo por meio do qual se chega às 10 tecnologias – e só 10, é complicado e parece um pouco com um concurso, onde cada um dos 720 analistas do Gartner tem uma candidata preferida e é capaz de justificar, com doses iguais de racionalidade e paixão, o porquê ela deve estar entre as 10 mais. Enfim, os coordenadores do processo, com muita racionalidade e pouca paixão, conduzem uma série de reuniões de avaliação que vão reduzindo as candidatas até sobrarem apenas 10. Esta é a lista de 2010: 


1 – Computação em nuvem
2 – Dispositivos móveis e tabletes
3 – Análise de BI avançada
4 – Análise social
5 – Tecnologias de mídias sociais
6 – Vídeo como mídia e como conteúdo
7 – Percepção de contexto computacional (“context awareness computing”)
8 – Computação em todos os lugares (“ubiquitous computing”)
9 – Memória flash
10 – Computação em malha de rede (“fabric computing”)

A computação na nuvem apareceu de repente entre as dez mais, já em segundo lugar, em 2007. Chegou a primeiro em 2008 e permanece aí em 2009 e 2010.
Os critérios para que uma tecnologia possa aspirar uma posição na lista – e, portanto, merecer a atenção das empresas – são que ela deve ser estratégica e “perturbadora” (“disruptive”, em inglês).
Uma tecnologia é considerada estratégica se nós percebemos que sua implementação e seu uso podem trazer significativo impacto na empresa nos próximos anos: mudanças nos negócios, mais valor e mais competitividade. E ela é perturbadora quando pode transformar pessoas, processos e tecnologia através de soluções novas e radicais, imaturas, por definição, que trazem riscos novos e significativos – e também recompensas novas e significativas e, por isso, são adotadas.
A computação em nuvem é uma família de tecnologias muito diversas (mais um zoológico que uma família), que têm em comum um conjunto básico de características: são oferecidas sempre como serviços, que são escaláveis e elásticos, padronizados, compartilhados entre muitos clientes, pagos pelo uso e entregues através da Web. Já existem serviços na nuvem sendo oferecidos em cada camada da arquitetura tecnológica. Por exemplo, “infrastructure utility” (infraestrutura), “application platform as a service” (plataforma), “software as a service” (aplicação), “Web engine” (acesso a conteúdo) e “business process utility” (processo).
O potencial mais evidente dessas tecnologias é revolucionar a equação econômico-financeira de como uma empresa adquire e paga TI. São tecnologias que exigem investimentos praticamente nulos, transformando custos fixos em custos variáveis. Além disso, como são pagas pelo uso, em princípio, a curva de gastos é paralela à curva de receitas. Mas não é só isso. Com suas características de agilidade, flexibilidade, escalabilidade e acesso, podem revolucionar o desenho de processos de negócio. Essa inovação trazida por processos de negócio radicalmente novos deve resultar em um salto no valor que TI entrega ao negócio.
O autor canadense Don Tapscott (“Wikinomics”) diz nas suas palestras ao redor do mundo: “Devemos começar a pensar na Web como um único e gigantesco computador. Todos os negócios estarão aí”. É uma visão poética e provocadora, que não necessariamente vai se converter numa realidade para todas as empresas. Mas todas – que hoje têm arquiteturas tradicionais – precisam começar a caminhar na direção a uma arquitetura mais amigável à Web.
E aí entram os profissionais de TI.
Na pesquisa que fizemos entre CIOs de todo o mundo no final de 2009, os CIOs brasileiros se mostraram muito mais inclinados à adoção de serviços na nuvem que seus colegas de outras partes do mundo. De fato, faz sentido. Com orçamentos de TI mais limitados que seus competidores lá fora, o CIO brasileiro percebe os serviços na nuvem como uma alternativa viável para a adoção de tecnologias de ponta, que coloquem sua empresa em paridade tecnológica global. Aí, com um pouco de criatividade no uso dessas tecnologias, combinando componentes dos serviços na nuvem de maneira inovadora, as empresas brasileiras podem conseguir o diferencial competitivo necessário.
Pensando assim, eu esperava ver em 2010 uma forte aceleração na adoção desses novos serviços e, na verdade, pouco ou quase nada aconteceu. Como se pode explicar esse comportamento, contrariando na prática o que havia sido dito na pesquisa?
Para mim, parece que existem duas explicações complementares. A primeira é uma reação à imaturidade dos serviços. Esses serviços trazem uma combinação desafiadora de duas características: de um lado, trazem riscos novos, que não sabemos gerir; de outro, os serviços nas nuvens já chegam prontos, os clientes têm muito pouca possibilidade de gestão sobre eles. A segunda explicação me parece mais subjetiva e pouco percebida (ou discutida).
Talvez inconscientemente, os profissionais de TI receiem adotar os serviços na nuvem por não terem as competências profissionais para a nova situação. De fato, as regras mudam completamente. Muda completamente a maneira como se deve especificar, escolher, contratar e gerir um serviço na nuvem. Ser um grande especialista em quaisquer das tecnologias que foram críticas na TI tradicional já não garante um desempenho superior nesse novo mundo.
É verdade que poucas empresas precisam completar a transição para uma arquitetura totalmente centrada na Web. Também é verdade que essa transição, mesmo que parcial, vai levar algum tempo. Mas certamente todas as empresas precisam iniciar essa jornada. Agora. O valor potencial a ser entregue pela nova TI ao negócio é muito grande para deixar para depois.
E aí voltamos aos profissionais de TI. Eles têm que liderar essa transição. Eles têm que indicar os novos caminhos ao pessoal de negócios. Eles têm que mostrar como obter muito mais valor para os negócios com as novas tecnologias. Em contrapartida, internamente eles têm que estar dispostos a iniciar a jornada que vai transformar a antiga área de TI em uma organização que esteja preparada para entregar valor ao negócio a partir dos novos serviços.
Na verdade, o fato de serem especialistas em uma ou outra tecnologia talvez não seja a característica mais importante dos profissionais de TI. Em minha opinião, o que caracteriza esses profissionais e o que os torna valiosos para suas empresas, é o seguinte: um grupo de profissionais de alto nível, com competências diversificadas (informação, processos, organização e tecnologias), em geral criativos, que têm a capacidade de trabalhar colaborativamente na criação de soluções de negócios. É isso que torna a área estratégica para todas as empresas, usando TI, tecnologias na nuvem ou quaisquer outras que sejam necessárias.
Bem-vindo à nova área de Gestão de Tecnologias de Negócios!

*Cassio Dreyfuss é Vice-Presidente de Pesquisa do Gartner


Fonte: http://www.tiinside.com.br